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O Vitiligo é uma patologia que acomete a pele. É visto como máculas ou placas brancas ou hipopigmentadas de progressão variável, podendo acometer desde uns poucos pontos ao longo do corpo, até uma forma generalizada, com despigmentação total da pele (universal).Os locais mais comumente afetados, com distribuição simétrica, são face, pescoço, tronco, superfícies extensoras e proeminências ósseas de mãos, punhos e pernas, axila, orifícios ou superfícies mucosas. 

Normalmente começa na infância ou no adulto jovem. A melanina é produzida a partir da tirosina, um derivado da fenilalanina.  Os melanócitos derivam de melanoblastos e sua densidade na pele não varia entre as diferentes raças.

A pigmentação da pele difere devido à variação na produção de melanina pêlos melanócitos.

Pacientes com vitiligo tem risco aumentado de desenvolver doenças auto-imunes, como doença tireoideana (tireoidite de Hashimoto e doença de Graves), doença de Addison (acometimento da glândula supra-renal), anemia perniciosa, Diabetes mellitus insulino dependente e Alopécia Areata (ilhas do couro cabeludo com perda de cabelo). Células pigmentares de olhos e ouvidos são algumas vezes afetadas, resultando em uveíte (doença da uvea) e problemas auditivos.

Outra alteração é a síndrome de Vogt-Kyanagi-Harada, que consiste de vitiligo e achados como meningismo (irritação das meninges), disacusia (alterações da audição), alopécia (perda de cabelo), tinitus e poliose.

As teorias que tentam explicar o aparecimento do vitiligo dividem-se em três diferentes mecanismos: 

Auto-imune - a hipótese auto-imune enfoca os dados genéticos e a associação do vitiligo com outras doenças auto-imunes.

Auto-citotóxica -  A teoria citotóxica postula que há aumento dos precursores citotóxicos para síntese de melanina nos melanócitos, resultando na morte celular.

Neural - A suposição neural liga o vitiligo segmental com neurônios que justapõe melanócitos. 

O que se sabe de mais recente a respeito da origem do vitiligo recai sobre uma nova teoria, muito bem fundamentada, denominada Síndrome Autoimune Poliglandular (Autoimmune Polyglandular Syndromes – APS).
Tal síndrome pode ser composta por diversas doenças, como doença de Addison, Hipoparatireoidismo (mal funcionamento das glândulas Paratireóides, Hipogonadismo (mal funcionamento dos órgãos genitais), Diabetes insulino-dependente, doenças Tireoideanas autoimunes, Hipopituitarismo (mal funcionamento da glândula hipófise), Alopécia e Candidíase (infecção por cândica) persistente.

Tal quadro poliglandular é dividido em dois tipos: APS-1 e APS-2.

APS-1 - inclui doença de Addison, que geralmente acomete crianças e está associada com uma dificuldade imunológica para erradicar infecções de pele e desordens da glândula paratireoide, resultando numa anormalidade dos níveis de cálcio circulante com conseqüente espasmos musculares. Pode ocorrer, também, anemia. Tal síndrome é rara e genética, com alterações localizadas no cromossômo 21.

A síndrome mais comum é a APS-2 - Seu quadro de manifestações apresenta doença de Addison de manifestação tardia, ou associada com outras patologias como vitiligo, anemia perniciosa, hipotireoidismo.

Dessa maneira, pode-se perceber que uma patologia tão antiga e estigmatizante quanto o vitiligo, ainda trás no seu bojo, distúrbios tão diversos e de difícil resolução, tornando ainda mais complexa a sua abordagem. Assim, deve-se pensar o vitiligo não mais como uma doença de pele (ou ainda psicológica), mas como uma doença sistêmica. 

A abordagem Biomolecular possibilita um equilíbrio universal e duradouro à medida em que tem plena condição de agir em mecanismos celulares e bioquímicos intrínsecos.

Tratamento Biomolecular

Atualmente a grande maioria das patologias aproxima-se, cada vez mais, de um mecanismo imunológico. O mesmo acontece com o vitiligo, que hoje se associa a uma síndrome poliglandular. Tal constatação demonstra ser o vitiligo algo muito mais complexo que um simples problema ligado à esfera psicológica, adentrando, então, nos imbricados mecanismos imunológicos, da forma mais global que se poderia esperar. Dependente das alterações funcionais de diversas outras glândulas, tornando-se assim, algo com extrema dependência do eixo hormonal.

Ao se estudar o eixo hormonal, descobre-se sinais evidentes de disfunções, quadros subclínicos, ou, ainda, situações limítrofes.

Uma análise do Mineralograma Capilar (Exame do Cabelo) perceberemos níveis elevados de metais tóxicos, provavelmente devido a distúrbios de absorção, ou por contato e contaminação do próprio meio. Encontraremos, também, inúmeras alterações de concentrações minerais que, no conjunto, proporcionam distúrbios os mais variados, onde é fácil percebermos respostas alteradas do sistema imunológico. Geralmente a resposta imunológica encontra-se deprimida, favorecendo a infecção da pele por Cândida, e todos os outros comemorativos que se espera de tal situação, como: disfunção do aparelho digestóreo, com alteração da flora intestinal que pode reforçar a infestação do fungo citado. Culminando com as manchas amelanóticas. Ainda, é característica certa labilidade de humor, tendendo a depressão, não apenas pela lesão de pele,mas por uma base orgânica do distúrbio.

Para tanto, devemos utilizar todas as armas terapêuticas que possuímos, na intenção de revertermos o organismo ao funcionamento glandular ideal. Assim, utilizamos também da Imunoterapia Ativada, e da Terapia com Tecidos Embrionários, com ação imunológica global e ação importante em todo o tecido epidérmico.

No tratamento Biomolecular levamos em conta os desequilíbrios nutricionais e minerais detectados no mineralograma capilar. A maioria dos pacientes apresentam Disbiose (distúrbios de digestão e absorção intestinal) que deve ser corrigida. Abordagem importante, ainda, é a ativação do sistema imunológico por meio da administração de vacinas específicas.

É indispensável o banho de sol diário nas regiões afetadas para que a pigmentação seja estimulada. 

Quando se trabalha com doenças crônicas como o vitiligo, deve-se entender que os sinais de melhora custam a aparecer, mas uma vez surgidos, são duradouros. Para tanto é muito importante o empenho, não só do paciente, mas de toda a família.



 
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