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Reposição Hormonal Feminina:

Discute-se, há tempos, o risco do Câncer de mama em mulheres na menopausa e em uso de terapia hormonal substitutiva. Alguns trabalhos mostram um aumento de 40% no risco para esse tipo de câncer em mulheres de 50 a 64 anos de idade e um aumento 70% desse risco para mulheres entre as idades de 65 e 69 anos. É por isso que se tem discutido uma série de terapias alternativas e naturais capazes de aliviar e diminuir a severidade de sintomas da menopausa sem envolver tantos riscos de câncer (Soffa, 1996).

Atualmente o climatério deve ser, sobretudo, mais um período de prevenção de doenças e promoção de saúde do que de tratamentos curativos. Para isso são fundamentais a educação e a informação à população, além da ação dos médicos que deve incluir medidas higieno-dietéticas e medicamentosas, objetivando o bem-estar físico e mental e melhor condição de vida das mulheres na velhice.

A Obesidade é uma situação que deve sempre ser prevenida e combatida. Deve-se incentivar o uso de alimentos ricos em cálcio, como folhas verde-escuras, como a couve, brócolis e escarola; estimular o consumo de salmão, sardinha e manjuba. A ingestão ideal de cálcio é de 1500 mg/dia e, se não obtida na dieta, deve ser suplementada com medicamentos (Heaney, 1982). Insisto aqui na observação dos prejuízos que uma dieta rica em leite e derivados poderá causar ao organismo, tendo como conseqüência a instalação de um quadro amplo, e muitas vezes de difícil diagnóstico, chamado Disbiose.

Quanto aos sintomas climatéricos estes podem ser facilmente revertidos com a Terapia de Reposição Estrogênica. A TRE também reduz a incidência de doença coronariana, previne a osteoporose, melhora a função cognitiva e a degeneração macular e diminui o risco de câncer do cólon intestinal. Entretanto, a Terapia de Reposição Estrogênica pode ter efeitos colaterais, tais como sangramentos vaginais e mastalgia (dor na mama), além de potencial risco de câncer de endométrio e de mama. Mas o risco de hiperplasia ou de câncer do endométrio é eficazmente combatido pela associação do estrogênio com progesterona (Aldrighi, 2000).

A Terapia de Reposição Hormonal (TRH) convencional consiste na administração de estrogênios isolados, portanto e de fato, trata-se de uma Terapia de Reposição Estrogênica (TRE). Essa TRE é usada somente nas mulheres histerectomizadas (sem útero) ou associada com progestogênios, quando se pretende proteger o endométrio.

Tal terapia iniciou-se com a administração de um composto de estrógenos obtido da purificação da urina de éguas. Dessa maneira, o que encontramos nesse conjunto de diversos tipos diferentes de estrogênios, é alguma similaridade com os estrógenos da mulher. O que hoje se sabe é que uma boa parte desses estrogênios, após serem metabolizados pelo fígado, serão transformados em 2-hidroxiestrona, que é um potente indutor do câncer de mama. Como esse tipo de TRH foi, e ainda hoje é, produzido e, portanto, prescrito pelos médicos em larga escala, posto que tal composto é extremamente barata e distribuída em Postos de Saúde gratuitamente, certamente temos aqui uma das causas do avanço na incidência do câncer de mama em nosso país.

A Terapia de Reposição Hormonal (TRH) combinada pode ser utilizada de maneira cíclica ou contínua. Na forma cíclica o estrogênio é administrado continuamente ou por 21 dias ao mês, enquanto que a progesterona é administrada apenas durante 10 a 14 dias. A suspensão da progesterona normalmente gera sangramentos menstruais, portanto, é um esquema preferido na perimenopausa ou nos primeiros anos de pós-menopausa.

Na forma contínua da TRH combinada a paciente ao receber estrogênio e progestogênio associados diariamente, desenvolvendo atrofia endometrial e, por isso, sem sangramentos mensais de privação. Essa é a forma de TRH preferível na pós-menopausa tardia.

Outra opção para o tratamento de mulheres na pós-menopausa é a tibolona, que é um esteróide sintético que não é estrogênio nem progesterona mas, não obstante, com propriedades estrogênica, progesterônica e androgênica. A tibolona controla os sintomas das fases iniciais e tardias do climatério, previne a perda óssea e oferece efeitos androgênicos benéficos, daí ser indicado para as mulheres com alterações de humor e da libido (Egarter, 1996).

Posteriormente, surgiram algumas drogas moduladoras seletivas dos receptores de estrogênio. Essas substâncias têm ação agonista (similares) do estrógeno nos ossos e sistema cardiovascular mas, curiosamente, são antagonistas do estrógeno na mama e no endométrio (útero). Os SERMs atualmente utilizados na pós-menopausa são o Tamoxifeno e o Raloxifeno.

O tamoxifeno foi inicialmente desenvolvido para o tratamento do câncer de mama avançado. Desde então, ele vem sendo amplamente usado em mulheres na pós-menopausa com antecedente de câncer de mama ou com alto risco para a doença. Mas, se por um lado o tamoxifeno reduz o colesterol sérico e preserva a massa óssea e previne o câncer de mama, seu uso é limitado pelo aumento do risco de câncer do endométrio (útero).

Outra possibilidade de Terapia de Reposição Hormonal (TRH), são os fitoestrogênios.Plantas que originam estrogênios, de onde se consegue extrair 1/400 dos estrogênios em formas sintéticas da natureza, entre os quais temos: Dong quai, Liquorice, Black cohosh (Cimicífuga racemosa), raízes de Unicorne e falsas raízes deUnicornes.Normalmente os fitoestrogênios trabalham em equilíbrio, balanceando os níveis naturais de hormônios para cima ou para baixo, quando for necessário. Esses compostos são mais fracos que os estrogênios naturais e são encontrados em ervas e raízes (alho, salsa), grãos (milho, trigo, arroz), vegetais (feijão, cenoura, batatas), frutas (tâmara, romã, cereja, maçã), e bebidas (café).

Os dois grupos mais estudados de fitoestrogênios são os combinados (produtos da degradação microbiana intestinal e caroços de várias frutas e vegetais), e isoflavonas (encontrados em soja e outros legumes). Em populações que possuem alto teor de consumo de fitoestrogênios, percebeu-se uma certa proteção contra certos tipos de cânceres (mama, útero e próstata). Por outro lado, alimentar-se com alto nível de alguns fitoestrogênios é por em risco a saúde.

Deve-se ressaltar o estudo de uma substância encontrada tanto no homem quanto na mulher, e denominada xenoestrogênios, e que está profundamente relacionada com a indução do Câncer de mama, assim como, câncer de próstata, e implicada, também nas causas da infertilidade masculina e feminina. Tais substâncias são derivadas de produtos derivados do petróleo, principalmente quando se aquecem tais produtos, como os recipientes de plástico que se leva ao forno de microondas para aquecer os alimentos, as mamadeiras de plástico, a camada de teflon nas nossas panelas para impedir que o alimento grude ao fundo, etc.

Atualmente, Reposição Hormonal mais adequada é feita à base de Hormônios Bioidênticos em Gel Transdérmico. Assim,substâncias bioidênticas, ou seja, biologicamente idênticas ao s produzidos pelo organismo. Pelo fato de ser de aplicação transdérmica, na pele, não é metabolizado pelo fígado, portanto não há sobrecarga ou agressão hepática. Podemos nos valer da reposição de testosterona, estriol e estradiol.

Quando se aborda o termo Reposição Hormonal, hoje se pensa em todo o eixo hormonal. Portanto, é necessário a avaliação e administração de Hormônio do Crescimento (GH), DHEA, Melatonina.

Os efeitos fisiológicos do declínio do eixo hormonal, comandado pelo Hormônio do crescimento, apresenta-se com: 

- Aumento de adiposidade abdominal;
- Redução de massa corporal magra;
- Diminuição da capacidade de consumo de oxigênio;
- Redução de capacidade e força para exercícios físicos;
- Diminuição da densidade mineral óssea, levando potencialmente à osteoporose e aumento no risco de fraturas;
- Aumento da mortalidade em virtude de doenças cardiovasculares;
- Redução da massa ventricular esquerda e diminuição da função cardíaca sistólica;
- Aumento dos níveis sanguíneos de lipídios;
- Pele fina e seca;
- Extremidades frias;
- Acesso venoso difícil;
- Resistência à insulina. 

Efeitos psicológicos do déficit de Hormônio do Crescimento:

- Depressão;
- Redução de vitalidade e energia;
- Menores níveis de sono profundo;
- Ansiedade;
- Isolamento social;
- Instabilidade emocional.

Espera-se que a reposição de Hormônio do Crescimento irá corrigir os itens citados acima. Mas sua administração isolada não trás grandes benefícios. É necessária a suplementação de todo o eixo hormonal, para que se possa atingir o máximo de performance fisiológica, promovendo uma revitalização orgânica.

Reposição de DHEA:

- Aumenta a imunidade;
- Aumenta massa óssea;
- Retarda o envelhecimento;
- Potente antinflamatório, principalmente ao nível de Sistema Nervoso Central;
- Cardio protetor;
- Protege contra a Aterosclerose;
- Protege contra a oxidação de LDL;
- Neuroprotetor;
- Precursor dos hormônios sexuais e corticosteróides.

Reposição de Melatonina:  

- Papel regulatório sobre a ação e síntese de corticóides (ação inibitória), hormônios tireoideanos 
(TSH – Estimulando sua ação), e com os hormônios sexuais (regulando a liberação);
- Potente antioxidante;
- Poderoso regulador do sono, induzindo ao sono REM (Rapid Eyes Movement – sono profundo);
- Estimilador do sistema imunológico.

Reposição de Testosterona 

- Melhora da Depressão;
- Diminuição da irritabilidade e alterações de humor;
- Melhora da libido;
- Ação direta sobre o Sistema Nervoso Periférico e Central;
- Aumento da massa óssea;
- Diminuição de adipócitos (massa gorda);
- Aumento da musculatura (massa magra);
-Melhora do tônus da pele;
- Melhora da integridade do endotélio vascular;

Devemos sempre lembrar que a reposição hormonal deve ser acompanhada de boro, arginina, magnésio, ácido fólico, vitamina C, que vão proporcionar uma queda de óxido nítrico no endotélio dos vasos periféricos, diminuindo a ação do estradiol na periferia e, conseqüentemente, diminuindo os fogachos. Além disso, utilizamos tocoferol, coenzima Q10, ácido lipóico, e promovemos uma diminuição dos níveis de ferro na ferritina. A diminuição da vitalidade orgânica compromete diretamente o Aparelho Digestóreo, levando ao quadro de Disbiose, que deverá também ser corrigida.
É sempre necessária a avaliação do Mineralograma Capilar (Exame do Cabelo), para se verificar o estado de nutrição e possíveis distúrbios metabólicos que possam se insinuar, além da presença de metais tóxicos.

O mais importante na reposição hormonal é analisarmos cada paciente individualmente e com critérios muito bem estabelecidos. Verificarmos a necessidade da indicação adequada de cada hormônio e sua melhor dosagem. Buscando uma ótima performance do organismo, sem que possamos incorrer em erros de superdosagem. Uma reposição hormonal que, de certa maneira, mimetize os níveis fisiológicos pode se prolongar por muito tempo, atentando-se para a necessidade imperiosa do controle exaustivo de todo o eixo hormonal e seus metabólitos.

Assim, estaremos promovendo uma longevidade com ótima qualidade de vida.



 
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