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A obesidade é uma doença crônica relacionada com um aumento significativo do risco de se adquirir ou piorar vários distúrbios: doença coronariana (angina cardíaca e infarto cardíaco),Hipertensão Arterial, dislipidemias (aumento dos níveis de colesterol e gordura no sangue), Diabetes mellitus tipo 2 (chamada de não insulino dependente), cálculos biliares, apnéia do sono (parada respiratória súbita e momentânea durante o sono), osteoartrite (rigidez das articulações) e vários tipos de Câncer.

Há uma classificação da obesidade elaborada de acordo com o índice de massa corporal - IMC (peso em Kg dividido pela altura ao quadrado).A importância mundial dessa doença reside no fato de ser a mesma uma epidemia mundial pois sua prevalência atinge somente nos EUA, cerca de 20% da população (50 milhões). 
Um outro fator de importância é o fato de ser a obesidade um sintoma de ansiedades e estresse crônicos que estão cada vez mais comuns e intensos no dia a dia da sociedade capitalista ocidental.

Para que se consiga realizar uma intervenção eficaz sobre o paciente obeso, é necessária uma abordagem bio-psico-social, de forma que os diversos fatores responsáveis pelo quadro sejam combatidos e antes de tudo compreendidos. O auto-conhecimento é uma das grandes armas para se reverter o processo.

As estratégias estão focalizadas na mudança do estilo de vida da pessoa, através do redirecionamento dietético, do recondicionamento físico e da reestruturação comportamental.

As causas da obesidade não são claras, e comer demais nem sempre é a causa. 
A quantidade de energia (calorias) que o organismo necessita quando está em repouso pode ser importante. Obtém-se energia através dos alimentos ingeridos e a energia não utilizada é armazenada na forma de gordura. 
Pessoas obesas podem despender menos energia quando em repouso do que as não obesas e também queimam menos calorias porque é mais difícil serem fisicamente ativas.

Os genes herdados dos pais podem afetar o peso. Crianças com pais obesos têm dez vezes mais chances de se tornarem obesas do que aquelas cujos pais não o são. 
Hábitos alimentares não-saudáveis também podem ser outra causa de obesidade.
Raramente desequilíbrio hormonal causa obesidade.

Dentre as técnicas de mudança comportamental estão a auto-monitoração, o controle de estímulos, a reestruturação cognitiva, o gerenciamento do estresse e o apoio e suporte social.

Auto-Monitoração

Trata-se da observação sistemática das mudanças comportamentais iniciadas. Isso inclui: relatório alimentar para gravar a ingestão calórica total, total de gordura ingerida, grupos de alimentos utilizados e condições e situações onde ocorre o descontrole alimentar; registro das atividades físicas realizadas através da freqüência, duração e intensidade; escalas de composição de peso corpóreo para registrar mudanças no peso, gordura corporal e massa corporal magra. Não é necessária uma acuidade extrema nas informações. 
A importância dessa tabela é o reconhecimento de situações que ajudam ou desajustam sua dieta. 
Tem-se percebido em muitos estudos uma enorme aceitação pelos pacientes dessa tabela, como sendo uma ferramenta de direcionamento. 
Como exemplo, a redução de 500 a 1000 kcal por dia da dieta, leva a uma diminuição de 0,45 - 0,9kg por semana.

Controle de Estímulos

É a identificação de situações psicossociais que levam ao comportamento de compulsão pela comida e à inatividade física. Uma vez reconhecidos tais momentos, pode-se modificá-los. Isso é de extrema importância devido ao fato de serem esses fatores os desencadeantes das recaídas. 
Exemplos de mudanças seriam: comer somente na mesa e não comer junto à televisão.

Reestruturação Cognitiva

Essa atividade aumenta a percepção de si mesmos e de seus pesos.  Ajuda a aumentar a auto-estima que está muitas vezes diminuída nesses pacientes devido à distorção de sua imagem corporal.

Muitos têm uma estimativa de necessidade de perda de peso aumentada e irreal o que os desmotiva. Assim, qualquer perda em vez de ser uma vitória passa a ser uma afirmação da impossibilidade de se conseguir chegar ao objetivo estipulado.

Gerenciamento do Estresse
Por ser o estresse o principal fator predisponente à recaída, o ensinamento de técnicas para diminuir a tensão é essencial. Essas podem ser através de exercícios respiratórios, relaxamento muscular e meditação, dentre outras.

Apoio Social

Aqueles com um maior grau de apoio social, tendem a conseguir uma maior perda de peso e também a manutenção da mesma. Esse apoio pode ser conseguido através da inclusão da família no programa de tratamento, programas comunitários, grupos de atividades socais externas como nas escolas, igrejas, faculdades e clubes que não necessariamente devem ser orientados para o controle de peso. 
Essas interações podem ser decisivas para uma auto-aceitação mais intensa e o desenvolvimento de outras formas de relacionamento interpessoal. 

Atividade Física


É o outro grande tripé do tratamento. É responsável pela redução de várias complicações associadas com a obesidade. A atividade física é um estímulo para se manter o peso atingido. 
Estudos mostram que uma pessoa fisicamente ativa, mesmo obesa, pode diminuir os riscos de mortalidade substancialmente. Isso mostra a possibilidade de uma "obesidade saudável" o que só vem a enfatizar esse procedimento no acompanhamento desses pacientes. Não é necessário que se comece fazendo atividades estafantes. Pode-se começar com caminhadas de 30 a 40 minutos diárias. O objetivo é gastar de 300 a 500 kcal por sessão ou 1.000 a 2.000 kcal por semana.

A obesidade infantil

A obesidade infantil está se tornando um problema cada vez maior no mundo e no Brasil, o número de crianças obesas vem aumentando a cada ano.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, 15% de meninos e meninas brasileiros estão obesos. Na década de 80, apenas 3% delas eram obesas. Nos Estados Unidos, a porcentagem de crianças obesas é de 20%, correspondendo a cerca de 5 milhões de crianças entre as idades de 6 a 17 anos.

Isto se deve ao tipo de dieta daquele país, muito rica em cardohidratos e gorduras, que se encontram em níveis elevados em alimentos como hambúrgueres, tortas, sorvetes, batatas fritas, e refrigerantes. Um outro grande problema é que as crianças obesas freqüentemente se tornam adultos obesos.

A maneira de tratar este problema relaciona-se a um aumento da atividade física na criança, segundo recomendação do American College of Sports Medicine. 
A atividade física deveria durar cerca de 30 a 40 minutos ao dia, e deveria ser "divertida", para manter a criança interessada. 

As recomendações são:

  Disponibilizar mais locais (ginásios, quadras, etc) para facilitar a atividade física das crianças;

   Encorajar atividades diárias simples, tais como caminhar ou ir de bicicleta até a escola, subir escadas ao invés de usar o elevador, e brincar ao invés de ver televisão;

   Encorajar atividades familiares, especialmente com as crianças menores;

   Faça com que a atividade física seja divertida.

Para prevenir e tratar a obesidade em crianças, recomenda-se que:

  Crianças maiores do que 5 anos não devem ingerir mais do que 30% de sua ingestão calórica diária na forma de gorduras;

  Aumentar o consumo de frutas, vegetais e grãos na dieta de crianças e adolescentes;

  Evitar comer nos intervalos das refeições - se forem feios lanches, preferir frutas e alimentos com baixas calorias;

  Os órgão de saúde pública deveriam considerar a realização de campanhas educativas de orientação aos jovens, acerca dos hábitos alimentares;

   As escolas deveriam se envolver na educação alimentar.

Hoje, grandes empresas e mesmo fast foods americanos, se empenham em estudar, junto às Sociedades de Endocrinologia e Metabologia, para a elaboração de cardápios balanceados, pensando na desaceleração dessa marcha impressionante da obesidade mundial.

O uso de medicamentos

As informações atuais evidenciam o tratamento medicamentoso como um grande aliado no controle de peso juntamente com todas as outras medidas acima expostas. O uso de remédios sem tais medidas não demonstrou ser uma conduta promissora em vários estudos. Os efeitos das drogas tendem a ser máximos em seis meses. Há vários tipos de remédios. As drogas mais utilizadas e com eficácia comprovada são Orlistat, Sibutramina e Fluoxetina. 
É importante ressaltar que as drogas podem causar efeitos colaterais como depressão, problemas pulmonares, diarréia, boca seca, distúrbios de sono, aumento da pressão arterial e o desenvolvimento de tolerância ou seja, uma necessidade de se aumentar a dose progressivamente.

Recentemente, tem-se focalizado muito além da perda de peso como único tratamento da obesidade. 
Novas definições mais abrangentes têm considerado como objetivos de tratamento: a melhora metabólica através do controle de comorbidades associadas como Diabetes e dislipidemias, aumento e constância de exercícios físicos, melhora da auto-estima, estado de espírito, e qualidade de vida através do incentivo às atividades sociais do dia a dia de forma que se tenha uma rotina mais agradável e uma vida mais prazerosa.

Postura ainda muito importante é a correção da Disbiose, que nesses casos é um fator de extrema importância devido as alterações metabólicas instaladas. 
Os distúrbios nutricionais, como conseqüência da disbiose, podem ser constatados no estudo do Mineralograma Capilar. Com um enfoque bioquímico do organismo, temos condições de diferenciar e personalizar cada vez mais o tratamento do paciente. Quanto mais se investiga o indivíduo e suas alterações nutricionais (vitaminas, sais minerais, aminoácidos, oligoelementos), mais podemos atuar nos intrincados labirintos bioquímicos e enzimáticos, e assim, revertendo quadros crônicos que muitas vezes possuem uma base orgânica de difícil compreensão e manipulação.

Assim, com a abordagem biomolecular de alterações tão abrangentes, têm-se resultados ainda mais esperançosos e definitivos no tratamento do obeso e suas comorbidades.

Fonte: American Family Physician 2000;61:3615-22

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