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O ser humano é a soma de processos de intercâmbio entre o meio externo - representados pelos alimentos - e o meio interno - pelo organismo.

O conhecimento da maioria dos mecanismos dessas participações, tão importantes quanto complexas, possibilitam atender o muito que valem para a saúde das crianças, mulheres e homens: o desenvolvimento das funções orgânicas, a normalidade dos processos metabólicos e o processo dos fenômenos biológicos e outras importantes atividades vitais, somente realizáveis pela presença de nutrientes balanceados contidos nos alimentos ingeridos.

Para fixar suficientemente as funções dos alimentos e do organismo, bem com distinguir as correlações existentes entre ambos, devemos posicionar suas características.

O organismo constitui uma entidade biológica, com necessidades próprias e definidas, sem as quais não é possível o equilíbrio de suas funções.

Sua unidade biológica é a célula, formada por carbono, nitrogênio, fósforo, ferro, enxofre, cálcio, potássio etc.; substâncias essas, que são a fonte de sua atividade, e provêm dos alimentos e sem as quais a vida saudável não seria possível.

O ser humano é uma seqüência de transformações químicas e biológicas – em razão de seus desgastes – que recebe dos alimentos, a sua matéria prima, e ao consumi-los, realiza todas as suas funções vitais.

Daí a necessidade de se alimentar, de comer para nutrir-se, o que deve ser feito de maneira suficiente, completa, harmônica e adequada, para que os alimentos reponham no organismo, os variados nutrientes consumidos.

A nutrição, “é um conjunto de função harmônicas e solidárias entre si, cuja finalidade é manter a integridade normal da matéria a assegurar a vida”.

Representa pois a função de nutrir, a própria razão dos processos vitais, que como é óbvio, interfere diretamente nas fases da concepção do indivíduo, desenvolvimento, crescimento, reprodução e de seus momento biológicos (gestação, lactação, esporte etc.).

A fatalidade funcional de consumir e necessitar da reposição equilibrada dos nutrientes, disciplinou o ingresso orgânico das substâncias, sob a forma de cotas ou requerimentos, regulados por critérios qualitativos e quantitativos; tais requerimentos, representam os déficits biológicos, que deverão ser cobertos pelos vários grupos de nutrientes, segundo as suas características.

Os requerimentos energéticos, protídico, minerais e vitamínicos influem na constituição do regime alimentar, que é uma verdadeira prescrição para o indivíduo, da quantidade e qualidade de nutrientes que deveram ser utilizados, da distribuição, preparação culinária, horário, volume de ingestão etc.

O processo de nutrição compreende vários tempos subdivididos em etapas, que mantêm entre si permanente integração.

Realização: Aquisição; Preparação; Distribuição.

Utilização: Ingestão; Mastigação; Deglutição; Digestão Gástrica; Digestão Intestinal; Absorção.

Metabolismo: Anabolismo; Catabolismo.

Excreção.

Alimentos

Os alimentos constituem os veículos, por onde são levados ao corpo humano, os elementos de sua substância, representados pelos nutrientes, produtores de sua energia calórica e de funções de estrutura orgânica e reparadora celular.

A hierarquia da importância do alimento, está na razão direta de seu conteúdo e valor de nutrientes.

Depois de ingeridos, digeridos, absorvidos, metabolizados e excretados, os alimentos cumprem a missão de assegurar ao indivíduo sua capacidade física e mental.

A ingestão de alimentos, não deve ser um ato rotineiro e sim uma prática disciplinada por cuidados especiais, girando em torno, especialmente, de normas dietéticas, de adequação da dieta, do poder aquisitivo, de hábitos alimentares, etc.

As inúmeros dimensões dos alimentos, lhes conferem diferentes qualidades:

Qualidades dos alimentos

- Fisiológica – O aleitamento desempenha a função primordial de nutrição; nesse caso estão envolvidas as necessidades de quantidade e qualidade do alimento (perturbações orgânicas por seu excesso e carência por sua insuficiência).

- Psicossensorial – Alguns alimentos promovem a excitação de sensações gustativas, o bastante para tornarem-se apetecíveis.

- De apresentação – A preferência sobre determinados alimentos, se deve `a sua boa elaboração e apresentação em forma atraente. No caso, é imprescindível a normalidade dos caracteres organoléticos.

- Culturais – Certos alimentos conduzem a hábitos alimentares que são verdadeiras instituições familiares e às vezes nacionais, passando a fazer parte de sua vida cultural e efetiva.

Os alimentos, de acordo com sua composição química, caracteres organoléticos e valores calórico e plásticos, se classificam em cinco grupos:

Grupos de alimentos

1. Leite e derivados
2. Carnes; ovos; leguminosas e castanhas secas
3. Vegetais e frutas
4. Cereais e derivados; açúcar
5. Óleos e gorduras

Segundo seu comportamento na dieta e no organismo, alguns alimentos têm ações específicas; é o caso dos alimentos protetores e dos alimentos contendo resíduos ácidos e básicos.

Alimentos protetores são “aqueles que administrados em quantidades adequadas, protegem o indivíduo contra os erros da alimentação e evitam as enfermidades de carência”.

Ao situar os alimentos, até agora, só os enaltecemos pelos benefícios que propiciam ao ser humano.

Será também oportuno não silenciar sobre certas ações negativas que, em determinadas circunstâncias, os alimentos apresentam.

A par de suas funções nutritivas, os alimentos podem ser causas de distúrbios orgânicos e de infecções, quando contaminados por microrganismos ou substâncias tóxicas.

Esse fato evidencia a obrigatoriedade da prática de normas higiênicas, para a proteção do alimento, antes e depois de sua elaboração.

Além dos malefícios ao organismo, causados por infecções e intoxicações, às vezes são desastrosas suas repercussões sobre as condições nutritivas do indivíduo.

Quanto a origem:
- Animal;
- Vegetal;
- Mineral.

Quanto a sua natureza:
- Natural; 
- Industrializado;

Quanto a sua estrutura:
- Liquido;
- Pastos;
- Sólidos.

Quanto ao seu estado:
- Resfriado;
- Congelado;
- Submetido à Cocção.

Nutrientes

Os alimentos constituem a fonte que supre o organismo, dos elementos químicos necessário à formação e reparação de seus tecidos e que são responsáveis pelo equilíbrio de todas as suas funções biológicas e de energia para prover as suas exigências calóricas.

O princípio nutritivo ou nutriente: é a substância cuja ausência no regime, ou sua diminuição abaixo do limite mínimo, produz, ao fim de certo tempo, doença carencial”.

Os nutrientes são pois imprescindíveis ao organismo e as conseqüências de sua falta refletem a medida de sua importância biológica.

Constituintes que são dos alimentos, os nutrientes, após sua ingestão desenvolvem, no meio orgânico, uma ou mais funções, de natureza energética, plástica e reguladora.

Funções dos Nutrientes

Energia
- Glicídios
- Lipídios
- Protídios

Plástica
- Minerais
- Vitaminas

Reguladora
- Água

Função energética
Corresponde ao provimento das necessidades calóricas do indivíduo.

Função plástica
Relaciona-se com a formação e manutenção dos tecidos.

Função reguladora
Assegura e impulsiona processos em que tomam parte, nutrientes energéticos e plásticos.

A celulose não é, tipicamente, um nutriente, porém é considerada como tal, por exercer no organismo função reguladora (excreção intestinal).

Ao planejarmos um regime, não podemos deixar de citar as célebres Leis da Nutrição do Prof. Pedro Escudero:

- da Quantidade;
- da Qualidade;
- da Harmonia;
- da Adequação.

Da Quantidade
A quantidade de alimentos deve ser suficiente para cobrir as necessidades energéticas do organismo e manter o equilíbrio de seu balanço.

Da Qualidade
O regime alimentício deve ser completo em seus componentes, para oferecer ao organismo, que é uma unidade indivisível, todas as substâncias que o integram.

Da Harmonia
As quantidades dos nutrientes que integram a alimentação, devem guardar uma relação de proporções entre si.

Da Adequação
A finalidade da alimentação é diretamente proporcional á sua adequação ao organismo.

Nutrição aplicada às diversas faixas etárias para a prática de exercícios físicos.

- Crianças
- Adolescente
- Adulto
- Terceira idade (+de 65 anos)

Divisão etária:

- RN 0 a 28 dias;
- Lactente 29 dias a 2 anos exc.
- Pré – escolar 2 anos a 7 anos exc.
- Escolar 7 anos a 10 anos exc.
- Adolescente 10 anos a 18 anos, podendo estender-se até os 21 anos.
- Adultos 18 a 65 anos exc.
- 3ª Idade mais de 65 anos.

VET (Valor Energético Total), para as diferentes faixas etárias (sem o acréscimo das diferentes atividades esportivas).

O VET inicial para o adulto é de 2400 calorias.br>
Para as diferentes faixas etárias, multiplicaremos pelos coeficientes abaixo discriminados:

- 0,35 de 1 a 2 anos
- 0,40 de 2 a 3 anos
-0,50 de 3 a 4 anos
- 0,60 de 5 a 7 anos
- 0,70 de 7 a 9 anos
- 0,80 de 9 a 11 anos
- 0,90 de 1 a 12 anos
- 1,00 de 12 anos em diante
- 1,25 para mulheres grávidas

Distribuição percentual dos princípios energéticos:

- Glicídios - 55 a 65% do VET
- Protídios - 10 a 15% do VET
- Lipídios - 25 a 35% do VET

Necessidades calóricas

- Homem em repouso: 2400 cls/dia
- Trabalhos leves: 75 a 150 cls/hora
- Trabalho intenso: 150 a 300 cls/hora
- Trabalho muito intenso: + cls 300 cls/hora

Necessidades protídicas:

- 0 a 1 anos - 4g / kg / dia
- 1 a 3 anos - 3,5g / kg / dia
- 3 a 7 anos - 3g / kg / dia
- 7 a 10 anos - 2,5g / kg / dia
- 10 a 12 anos- 2g / kg / dia
- 12 a 15 anos- 1,5g / kg / dia
-15 anos - 1,0g / kg / dia e adultos

Abordagem Biomolecular

Todo o exposto acima não se justifica se não tivermos um organismo equilibrado na sua digestão e absorção dos nutrientes ingeridos. 

Assim, o estudo e correção da Disbiose, e do Mineralograma Capilar, proporcionarão um ajuste indispensável na busca dos resultados almejados.

Fonte: Associação Brasileira de Nutrologia -Dr. Osman Gioia

Clique e leia:

- Matéria sobre Suplementação escrita com a participação do Dr. Douglas para a revista "Dieta Já"



 
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