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Matéria escrita com a participação do Dr. Douglas Carignani Jr. para a revista Revista Mais Expressão – Edição de Outubro/06
Assunto: Alimentos Orgânicos X Alimentos Convencionais

Alimentos Orgânicos X Alimentos Convencionais

Parece que nunca o brasileiro esteve tão preocupado com a saúde como nos últimos tempos. Atualmente não é difícil você encontrar homens e mulheres se exercitando e à procura de uma vida mais saudável.

Na busca pelo bem estar, o aumento do consumo de alimentos sem aditivos químicos, os chamados orgânicos, têm aumentado. Pois além de estarem relacionados à qualidade de vida, eles trazem forte apelo ecológico.

Produtos orgânicos são mais saudáveis, seguros, saborosos e produzidos de acordo com os mais rígidos padrões ambientais, sociais e éticos. As nascentes de água são protegidas, as áreas desmatadas são reflorestadas, os animais e vegetação nativos são preservados e não se faz uso de queimadas.
A engenheira agronômica e proprietária do Empório Orgânico, Flávia Andrade, chegou há pouco tempo na cidade, mas trouxe toda sua experiência e a prática da vida saudável aos moradores de Indaiatuba. Criou o sistema delivery de produtos orgânicos e as entregas acontecem uma vez por semana.

Quem pensa que produtos orgânicos estão restritos às hortaliças, mero engano, pois o Empório Orgânico oferece mais de 300 itens, como: feijão, arroz, leite, iogurte, queijo, pizza, feijoada, panqueca e muito mais. “A maior procura ainda são pelas verduras e legumes”, assume Flávia.
Os preços ainda diferem dos convencionais, chegam 30 a 40% mais caro. Como a agricultura orgânica não utiliza herbicida, necessita de mão de obra mais dispendiosa, além de todo o custo da certificação e a produção em pequena escala, mas os benefícios são inúmeros. “Não tem quantificação, você estará nutrindo de maneira saudável”, enfatiza Flávia.

De acordo com Dr. Douglas Carignani Jr, especialista em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e Titular da Sociedade Brasileira de Nutrologia, os produtos orgânicos apresentam uma grande vantagem em relação aos convencionais, por serem integrais, terem plena vitalidade, ausência de toxicidade e de resíduos de agroquímicos.

Flávia explica que a agricultura orgânica alimenta o solo, não havendo um desgaste, é um ciclo de reposições, o manejo equilibrado. Assim a planta não consome apenas água, existe o crescimento natural.

Para não ser enganado, o consumidor deve estar atento à certificação orgânica, uma conquista dos produtos de alimentos que implantam sistemas auto-sustentáveis em todas as etapas produtivas. Os padrões orgânicos determinam, entre outros requisitos, a proibição de defensivos químicos, fertilizantes minerais industrializados, organismos transgênicos e ingredientes sintéticos, uma vez que o equilíbrio ecológico deve ser mantido nos campos de cultivo. Não pode ser colocado nada no solo que deixe resíduo. “Agricultura orgânica vê o solo como um organismo, que precisa nutrir a terra para conseqüentemente nutrir a planta”, explica Flávia.

O produto certificado é totalmente rastreado, do campo à embalagem e a lavoura fiscalizada a cada seis meses. “Procure sempre o selo de qualidade emitido por certificadoras reconhecidas pelo Ministério da Agricultura. São entidades como a Associação de Agricultura Orgânica (AAO), o Instituto Biodinâmico (IBD), entre outros”, orienta Carignani.

Ainda não são muito comuns, mas em grandes centros acontecem as feiras com produtos orgânicos. Como em Indaiatuba o consumo ainda é pequeno, Flávia faz a promoção de cesta in natura: o cliente leva 10 produtos, entre legumes, verduras e temperos no valor de R$ 30.
Para a engenheira, o problema da agricultura convencional é por não ter controle do que está sendo pulverizada, alta concentração de pesticidas, hormônios de crescimento, antibióticos e outros produtos químicos usados por agricultores.

Segundo Carignani, a adição de hormônios e promotores de crescimento nos contamina com um produto final da metabolização, onde há inúmeros prejuízos com graves conseqüências, inclusive com a capacidade, em alguns casos, de acelerar o crescimento tumoral. Além de repercussões a nível teratogênico, anomalias neurológicas, gástricas e ósseas, alergias e intoxicações agudas que podem ser causadas por aditivos sintéticos e agrotóxicos. Mas os efeitos cumulativos e mutagênicos destas substâncias que se depositam na gordura do organismo ou exaurem lentamente órgãos com função de desintoxicação só podem ser percebidos muito tarde na vida. “Na agricultura orgânica, essas substâncias químicas passam longe. A agricultura convencional é desequilibrada, seu solo é desequilibrado e com isso você tem ataques de pragas”, completa Flávia.

No aspecto ambiental, a produção de alimentos convencionais é responsável pela contaminação de lençóis freáticos, rios e oceanos, comprometendo a fertilidade do solo e inviabilizando a agricultura sustentável. O emprego de aditivos tóxicos para elevar a produtividade das lavouras é muito antigo; e o uso abusivo e indevido desses produtos químicos por parte dos produtores preocupa, pois o Brasil foi incluído num relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) como um país onde há exagero no uso de agrotóxicos. “No convencional faltam nutrientes variados e sobra substância nociva. Já no orgânico, sobra nutrientes naturais, e há uma completa ausência de produtos nocivos”, argumenta Carignani.

Nutrientes

Mineral                       % Superior

Cálcio                                 65

Ferro                                  73

Fósforo                            118

Magnésio                          178

Molibdênio                         91

Potássio                            125

Zinco                                  60

Mercúrio                     menos 29

Legenda: Alimentos orgânicos são isentos de agrotóxicos, além de serem mais saborosos.

Fonte: IMEBI - Instituto de Medicina Biomolecular



 
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