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A insônia é a sensação de sono de má qualidade ou de duração insuficiente, resultante da dificuldade em adormecer, dificuldade em manter-se dormindo, acordar muito cedo ou ter um sono que não é reparador.

A maioria dos adultos necessita de sete a oito horas de sono por noite, mas este número está sujeito a variações individuais. O número de horas de sono que cada indivíduo necessita é aquele que faz com que o indivíduo não sinta sono no dia seguinte. Para isso é necessário que o sono, além de ser em quantidade suficiente, seja um sono reparador.

A insônia causa alterações do comportamento durante o dia, com sensação de sonolência diurna, fadiga, falta de concentração e energia e irritabilidade. Além de poder comprometer o desempenho profissional, interfere nas relações com as outras pessoas, aumenta o risco de acidentes de trânsito e diminui a qualidade de vida.

A insônia pode ser classificada quanto à existência de fatores desencadeantes e quanto à sua duração.

Em relação ao seu tempo de evolução classificamos a insônia como aguda ou crônica. 
A insônia aguda é aquela que tem uma duração inferior a um mês, enquanto que na insônia crônica tem de haver dificuldade em dormir pelo menos três noites por semana num período superior a um mês.

A insônia aguda, ocasional, de curta duração, atinge cerca de 30% da população adulta. Períodos mais prolongados de insônia, característicos da insônia crônica, afetam cerca de 10% da população, com uma freqüência maior em indivíduos de mais de 60 anos de idade.

A insônia pode resultar de problemas médicos, psicológicos, comportamentais ou ambientais.
As causas médicas de insônia são o uso de certos medicamentos que interferem com o sono ou a existência de problemas de saúde que dificultam o repouso por causarem desconforto, como a falta de ar, dores de origens diversas, síndrome da apnéia do sono, síndrome das pernas inquietas, etc.

As causa psicológicas vão desde acontecimentos significativos da vida, geradores de stress (como o divórcio, a morte de um familiar, a perda do emprego), até doenças psiquiátricas como a ansiedade, a Depressão e as psicoses.

O abuso de substâncias de uso corrente, como a cafeína, nicotina e o álcool, interfere na qualidade do sono. Também algumas drogas ilícitas como a heroína e a cocaína têm um efeito estimulante diminuindo a capacidade de ter um sono normal.
As causas ambientais são todas as que interferem nas condições em que se dorme, como o ruído, a luz, o tipo de colchão ou a temperatura ambiente.

Atualmente devemos pensar também nas alterações do ritmo de vigília e sono como causa de insônia; este problema está presente, por exemplo, quando se trabalha por turnos ou no «jet lag» que afeta os indivíduos que realizam viagens de longo curso com alteração do ritmo normal do sono.

Deve procurar-se ajuda médica quando a dificuldade em dormir se mantém por vários dias, quando a má qualidade do sono se reflete nas atividades diárias com períodos de sonolência diurna e diminuição do rendimento físico e psíquico e se há suspeita de que um medicamento receitado pelo médico é responsável pela alteração dos hábitos de sono.

A insônia pode ser tratada modificando alguns hábitos que interferem com o sono ou recorrendo a medicação específica, receitada pelo médico, quando as medidas gerais de higiene do sono se mostram insuficientes ou ineficazes. Mesmo os episódios de insônia aguda, se duram mais de alguns dias, devem ser tratados para prevenir a sua evolução para a cronicidade.

As medidas gerais de higiene do sono ajudam a resolver os problemas do sono que são causados por fatores comportamentais ou ambientais.

Algumas medidas que melhoram a qualidade do sono são :

1. Praticar regularmente exercício físico durante o dia, mas evitando a sua prática três ou quatro horas antes da hora de ir para a cama.

2. Criar alguma rotina nos hábitos de sono, adotando um horário regular para ir dormir e para acordar no dia seguinte (incluindo fins de semana).

3. Evitar a ingestão de excitantes como álcool, cafeína e nicotina ao longo do dia e, particularmente, nas últimas horas antes de ir para a cama. Devemos ter presente que a cafeína não existe apenas no café, mas também no chá, em certos refrigerantes, chocolates, medicamentos, etc.

4. Evitar refeições pesadas e ricas em gordura no período da noite, pois são mais difíceis de digerir e perturbam o sono. Pelo contrário, uma ceia leve, constituída por um copo de leite morno e duas ou três bolachas tipo Maria ou de água e sal, pode facilitar o adormecer.

5. Criar um ambiente calmo e propício ao repouso no quarto de dormir, com pouca luz e ruído e com uma temperatura amena. A cama, tão confortável quanto possível, deve apenas ser utilizada para dormir ou ter relações sexuais, evitando-se o seu uso para ver televisão, trabalhar ou comer.

6. Procurar ir para a cama apenas quando se tem sono; se demorar mais de vinte minutos a adormecer deve levantar-se e realizar qualquer tarefa relaxante até sentir sono e voltar para a cama. Mesmo que adormeça tarde procure levantar-se à mesma hora no dia seguinte para não alterar os seus hábitos de sono.

Quando a insônia não ceder às medidas gerais de higiene do sono deve ser tratada através de técnicas de terapia comportamental, como as técnicas de relaxamento, ou recorrendo a medicamentos específicos, sempre sob orientação médica.

Os medicamentos específicos para regular o sono pertencem a um grupo de fármacos designados por hipnóticos. Estes medicamentos só devem ser utilizados por prescrição médica, geralmente por períodos curtos (duas a quatro semanas) ou de forma descontínua.

A insônia crônica, que está muitas vezes associada a doenças do foro psiquiátrico como a perturbação de ansiedade e a depressão, pode necessitar do uso de outros fármacos como os ansiolíticos e os antidepressivos, direcionados ao tratamento do fator causal da insônia.

Quando a causa da insônia é o desconforto causado por uma doença orgânica, como por exemplo, a asma ou as artroses, o tratamento incidirá no alívio dos sintomas da doença de base.

Como qualquer fármaco também os medicamentos para dormir tem riscos e benefícios. A sua utilização deve sempre ser feita sob orientação médica, quer para uma avaliação criteriosa da sua indicação, quer para identificação das contra indicações, possíveis interações com outros medicamentos que o doente esteja a tomar e controlo dos eventuais efeitos secundários.

O uso de medicamentos para dormir deve ser feito apenas por períodos curtos ou de forma descontínua, para reduzir o risco de habituação ao medicamento e de «insônia rebound» (dificuldade em dormir causada pela privação de um medicamento de que se está dependente).

Os medicamentos para dormir podem em alguns casos interferir nas atividades diárias, causando sonolência diurna, diminuindo a concentração e os reflexos, aumentando o risco de acidentes de viação ou de trabalho e aumentando o risco de quedas e confusão mental no idoso.

A ingestão de álcool pode potenciar os efeitos secundários destes medicamentos, pelo que se deve evitar a sua associação.

Tratamento Biomolecular

Uma situação muito comum em quadros de insônia, que como vimos muitas vezes está ligado a transtornos de Depressão e ansiedade, e que quando se estuda o Mineralograma Capilar (Exame do Cabelo), observa-se com muita freqüência um desequilíbrio evidente entre cálcio, magnésio, sódio e potássio, e invariavelmente, lítio extremamente diminuído.

Dessa maneira, constata-se aqui uma base orgânica para os transtornos citados. Se não forem observados e corrigidos tais desequilíbrios, veremos pacientes que estarão constantemente trocando e associando medicamentos diversos, sem que se possa se ver livre de tais fármacos.

Se, concomitante ao uso de inibidores da recaptação de serotonina (a maioria dos antidepressivos), e mesmo com o uso de ansiolíticos ou indutores do sono, pudermos atentar ao fato que se faz imprescindível o uso de 5-hidroxitriptofano, que age a nível cerebral com utilização direta pelo mesmo porque atravessa diretamente a barreira hematoencefálica. É necessária, também, a administração de L-triptofano, que se liga à albumina para atravessar a barreira hematoencefálica, e sua utilização torna-se mais lenta. Ainda, a administração de ácido fólico que facilita a liberação e utilização do triptofano. Todas as substâncias citadas vão promover a formação de serotonina. A serotonina é a responsável pelo equilíbrio do funcionamento cerebral, e uma das substâncias indutoras do sono REM ( Rapid Eyes Moviment - o sono profundo).

Sabe-se que o uso de melatonina alguns dias antes e após uma viagem com mudança de fuso, corrige-se facilmente o “jet lag”. A melatonina também é formada pelas substâncias citadas acima. Ela é produzida pela glândula pineal e no período de 1 às 3 h, portanto durante a noite, e no escuro. Dormir com luz acesa ou televisão ligada, inibe sua produção e, portanto, é uma das causas da insônia.

Disbiose é causada por disfunção de digestão e absorção, e sua tem como conseqüência uma carência crônica de diversas substâncias, num mecanismo bioquímico e metabólico intrincado, e que deve ser corrigido. Além disso, a mesma Disbiose impede a absorção dos medicamentos citados acima, promovendo um ciclo vicioso, com um prejuízo evidente para o paciente.



 
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