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É caracterizado pela diminuição ou pela baixa produção dos hormônios T3 (triodotironina) e T4 (levotiroxina). Afeta cerca de 1% a 3% da população geral, sendo problema médico comum. É mais freqüente entre as mulheres, em uma proporção de 4 para 1 em relação aos homens. A faixa etária de maior incidência é de 40 a 60 anos. Pesquisas estimam a existência de aproximadamente 5 milhões de brasileiros com hipotireoidismo. 

A grande maioria não foi ainda diagnosticada.

As causas mais comuns do hipotireoidismo são a inflamação crônica da tireóide (chamada tireoidite ou doença de Hashimoto), as manifestações pós-cirúrgicas (retirada parcial ou total da glândula) e as de decorrência de tratamentos prévios de glândula hiperativa. A doença de Hashimoto tem traços genéticos e caracteriza-se pela produção exagerada de anticorpos pelo sistema imunológico que agridem a própria glândula. É uma doença auto-imune que provoca a diminuição da capacidade funcional da glândula.

Uma causa comum em décadas passadas, mas rara nos dias de hoje, é deficiência de iodo no organismo (necessário para a produção dos hormônios tireoideanos). Os produtores de sal são obrigados, por lei, a adicionar iodo ao produto industrializado. É uma maneira barata e simples de repor o iodo e evitar o hipotireoidismo devido à sua deficiência.

Mal Congênito

O hipotireoidismo pode também ser congênito (ocorrer em recém-nascidos). A prevalência é de 1 para cada 4 mil nascidos-vivos. A disfunção pode ser detectada precocemente, através do "Teste do Pezinho". Se não identificada até o terceiro mês de vida, pode levar ao retardo do desenvolvimento físico e mental dos bebês. A criança com "cretinismo" (como é chamado o mal), apresenta dificuldades para sugar o leite materno e tem a pele amarelada.

Sinais e Sintomas

Um grande número de pessoas apresenta sintomas "vagos" de cansaço e desânimo. Muitos acabam atribuindo esses sinais, de forma errônea, ao avanço da idade. 

Os sinais e sintomas mais comuns do hipotireoidismo são: 

- Fadiga;
- Desânimo;
- Movimentos lentos;
- Discreto aumento de peso ou dificuldade para perdê-lo;
- Sonolência diurna;
- Intolerância ao frio;
- Memória fraca; 
- Irregularidade menstrual (e em casos mais graves até infertilidade);
- Dores;
- Cãibras musculares;
- Cabelos e pele secos;
- Queda de cabelos;
- Unhas fracas;
- Prisão de ventre;
- Depressão;
- Irritabilidade;
- Rosto e mãos inchados.

O número e a intensidade dos sintomas variam conforme a duração e o grau da deficiência hormonal da tireóide. Algumas pessoas com hipotireoidismo podem não apresentar sintomas evidentes. Nesses casos, o diagnóstico dever ser realizado através de exames laboratoriais de rotina. O aumento da tireóide (bócio ou papo) pode ser observado e detectado durante o exame clínico ou mesmo através da queixa do paciente de um "colarinho apertado".

Efeitos pelo Corpo

- Coração: Diminuição dos batimentos cardíacos;

- Cérebro: Dificuldade de concentração e Depressão;

- Aparelho Digestivo: Constipação intestinal (prisão de ventre);

- Músculos: Fraqueza, dor e fadiga;

- Rins: Retenção de líquidos, levando à edema das pálpebras, principalmente pela manhã;

- Fígado: Diminuição do metabolismo do colesterol com aumento dos seus níveis sangüíneos;

- Órgãos Reprodutivos: Alterações menstruais, abortos naturais e infertilidade.

- Pele e Cabelo: Queda de cabelos, ressecamento da pele;

- Outros Sintomas: Apatia, reflexos lentos, discreto ganho de peso ou dificuldade de perdê-lo e dores articulares.

Diagnóstico e Tratamento

O hipotireoidismo pode ser facilmente diagnosticado por meio de um exame de sangue e é tratável. O teste identifica se há níveis baixos do hormônio T4 e níveis elevados do hormônio TSH. Essas dosagens podem ser complementadas com a determinação dos anticorpos contra a tireóide (anti-TPO e anti-tireoglobulina), o que identifica a ocorrência da doença de Hashimoto.

O tratamento do hipotireoidismo consiste na reposição oral de hormônio específico (Levotiroxina-T4), uma vez ao dia, preferencialmente pela manhã em jejum. Esse medicamento repõe o hormônio que a glândula deixou de secretar. A dosagem deve ser individualizada. É importante que o paciente receba a quantidade certa de hormônio.

Pesquisas recentes indicam que um excesso de hormônios tireoideanos pode causar perda excessiva de cálcio nos ossos, com risco aumentado para a osteoporose. Sobretudo em pacientes com doenças cardíacas, a dosagem certa é extremamente importante. Mesmo uma dose pouco excessiva nesses pacientes pode aumentar o risco de arritmias ou piora de angina.

Na Gravidez

Mulheres que engravidam durante o tratamento podem ficar tranqüilas, já que o medicamento reproduz com precisão o hormônio secretado naturalmente pela própria glândula, quando não há disfunção. É importante, consultar seu médico, já que a dosagem do T4 pode necessitar de ajuste durante a gravidez.

Transtornos afetivos e tiroidopatia

É bem conhecida a associação de doenças da tiróide com quadros psiquiátricos, entre os quais as depressões, estados de ansiedade e disfunções cognitivas. Sabe-se atualmente que mesmo afecções leves, diagnosticadas apenas por meio de exames laboratoriais, podem ter repercussões sobre os estados afetivos e determinar alterações comportamentais. A complexa interação entre a tiróide e os estados depressivos podem ser evidenciados, por exemplo, pelo fato de que pequenas doses de hormônios tiroideanos podem potencializar os efeitos de antidepressivos, sendo utilizadas no tratamento de depressões refratárias, mesmo quando os pacientes são eutiróideos.
Nos indivíduos com hipotiroismo, o início da reposição de hormônio tiroidiano, com ou sem o uso concomitante de um antidepressivo, é freqüentemente associado à melhora da depressão.

Há divergências na literatura, porém, quanto à necessidade de reposição hormonal em pacientes com hipotiroidismo subclínico. Pies, 1997, propõe reposição obrigatória quando os níveis séricos de TSH forem superiores a 8 mU/ml. Em pacientes com TSH entre 4,6 mU/ml e 8,0 mU/ml, seria útil a reposição hormonal se demonstrados sintomas cognitivos/afetivos, ou quando existem alterações nos níveis de T3, T4 ou de anticorpos antitiroidianos (anticorpo antitireoglobulina, anticorpo antiperoxidase). Naqueles pacientes com TSH variando entre 0,4 mU/ml e 4,5 mU/ml, mas com fatores de risco para desenvolvimento de doença tiroidiana auto-imune (história de doença auto-imune, mulheres com depressão pós-parto e/ou diabetes mellitus tipo I), sugere-se a obtenção de dosagens de anticorpos antitireoidianos. Sugere-se repetir periodicamente a cada 3 meses as dosagens (se títulos muito elevados), ou a cada 6 a 9 meses (caso níveis normais).

O hipotiroidismo manifesto, por sua vez, freqüentemente cursa com sintomas de fraqueza, letargia, queixas cognitivas e aumento moderado de peso. Alguns pacientes, no entanto, desenvolvem a forma de hipotiroidismo subclínico, caracterizado por um aumento nos níveis séricos de TSH, mantendo T4 na faixa de normalidade, em indivíduos fisicamente assintomáticos. Diferentes estudos indicam uma maior prevalência de Depressão em pacientes portadores do hipotiroidismo, especialmente em sua forma subclínica, variando entre 50% e 75% dos pacientes com essa afecção, contra cerca de 18% entre indivíduos com função tiroidiana normal. Na população idosa, essa associação é aparentemente mais expressiva.

Nos indivíduos com hipotiroismo, o início da reposição de hormônio tiroidiano, com ou sem o uso concomitante de um antidepressivo, é freqüentemente associado à melhora da depressão.

Tratamento Biomolecular

Com a preocupação de tratarmos o paciente que possui tal doença, e não apenas a doença, lançamos mão do estudo do Mineralograma Capilar (Exame do Cabelo), para podermos apreciar seus desequilíbrios nutricionais e minerais, a fim de corrigirmos tais desvios na busca de uma melhor resposta imunológica. Tratamos os desequilíbrios envolvendoselênio, mineral responsável pela conversão de T4 para T3.

Sem tal substância, a ação dos hormônios tireoideanos ficará muito prejudicada, levando a um quadro de hipotireoidismo por não conversão hormonal (podemos dizer periférico). A eliminação dos Radicais Livres, que nessas patologias encontram-se em grande quantidade. Corrigimos sua Disbiose, para melhor digestão e absorção dos nutrientes ingeridos pelo paciente. Tal quadro de hipotireoidismo instala-se em decorrência de doenças auto-imune. Assim, devemos induzir uma modificação na resposta imunológica através da Imunoterapia Ativada, moderno método de aplicação de vacinas que atuam efetivamente nos linfócitos (células de defesa). O seu equilíbrio proporcionará melhora importante do quadro, e muitas vezes recrudescimento da patologia.



 
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