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O que faz um médico patologista?

O patologista é um médico especializado que realiza diversos procedimentos técnicos, tendo como objetivo principal estabelecer o diagnóstico preciso de uma doença, seja ela um câncer, uma inflamação ou qualquer outro tipo de alteração. 
Somente a partir do diagnóstico, isto é, do conhecimento do nome da doença será possível planejar o melhor tipo de tratamento e prever com razoável grau de acerto as diversas possibilidades de evolução para o paciente. 
Para descobrir o diagnóstico, o patologista estuda minuciosamente ao microscópio a forma das células e dos tecidos que estão doentes, a partir de uma amostra retirada do paciente pelo médico. As alterações encontradas são confrontadas com os sinais e sintomas que o paciente apresenta, bem como todos os exames laboratoriais e radiológicos por ele anteriormente realizados. 
Após essa análise conjunta, é possível emitir um parecer diagnóstico.

Dentre os procedimentos médicos realizados pelo patologista, temos:

1-Papanicolau: é o exame preventivo do câncer do colo uterino. 
Desenvolvido na década de 40 pelo médico George Nicolas Papanicolau, através da coleta de células do colo uterino, este método permite identificar com muitos anos de antecedência quais são as mulheres que têm propensão para desenvolver o câncer ginecológico. 
Em todos os países onde esse método foi implantado, houve uma redução na incidência e no índice de mortalidade pelo câncer do colo uterino, pois são identificadas as chamadas lesões ''pré-cancerosas'' e as pacientes são adequadamente tratadas, eliminando-se o estigma da doença.

2-Anatomopatológico (Patologia Cirúrgica: biópsias e peças cirúrgicas): consta do estudo macroscópico (''a olho nu'') e microscópio de pequenos fragmentos de tecidos retirados dos pacientes com finalidade diagnóstica. 
Analisando as alterações encontradas ao microscópio, é possível concluir o tipo de doença presente. Se for um câncer, qual é o tipo de célula que o originou, em que fase de sua evolução ele se encontra e prever a sua extenção no organismo do paciente. 
É a partir dessas informações que o médico oncologista fará o planejamento da terapia adicional pós-cirúrguca.

3-Imunoistoquímico: é uma complementação do anatomopatológico, que deve ser realizada quando não é possível definir somente com dados microscópios o tipo de câncer. 
Existem variedades de câncer cujas células são semelhantes entre si, no entanto sua origem é diferente, bem como o seu tratamento. Para diferenciá-los é que existe a imuoistoquímica.

4-Punção Aspirativa com Agulha Fina (P.A.A.F.): procedimento que permite evitar uma cirurgia desnecessária. 
Nódulos de tireóide, de mama, linfonodos e outros são puncionados e o material obtido por aspiração é examinado ao microscópio para identificação das células presentes.

5-Punção Aspirativa com Agulha Grossa (Core biopsy): procedimento que permite evitar uma cirurgia desnecessária. Usado principalmente em casos selecionados de microcalcificações agrupadas de mama. 
É utilizado uma agulha grossa, auxiliado por mamografia. São feitos vários disparos, com a retirada do material a ser estudado, e posterior análise anatomopatológica.

6-Captura híbrida e hibridização ''in situ'': são procedimentos de biologia molecular recentemente introduzidos na prática médica, que indicam com segurança a presença e o tipo de HPV e de outros vírus presentes no paciente. 
É sabido hoje que os tipos oncogênicos do HPV estão presentes em mais de 95% das pacientes portadoras de câncer do colo uterino e de outros órgãos. 
O procedimento indica se há realmente HPV e, em caso positivo, se o vírus é oncogênico ou não.

7-Biópsia de congelação: procedimento realizado no momento em que está ocorrendo a cirurgia, no próprio centro cirúrgico, que permite ao patologista definir na maior parte das vezes se a doença é benigna ou maligna, possibilitando ao cirurgião optar pela melhor conduta cirúrgica frente ao diagnóstico microscópico.

Observação importante: Esses diagnósticos são procedimentos médicos complexos, que envolvem a interpretação subjetiva das alterações encontradas no estudo microscópico. 
Diversos fatores podem influenciar essa interpretação. Assim, a conduta médica depende da avaliação conjunta frente ao quadro clínico-laboratorial-radiológico apresentado pelo paciente.

Fonte: Laboratório Pathos - Diagnósticos Médicos.



 
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