Home
:: www.imebi.com.br ::

O problema pode ser silencioso ou vir acompanhado de sintomas como a sede intensa, grande quantidade de urina em cada micção, sobretudo as que acontecem durante a noite, aumento do apetite, perda de peso, fraqueza e desânimo: trata-se do diabetes.

A doença é um problema de saúde crônico, que não tem cura, e exige controle pelo resto da vida. Estimativas apontam que 8% da população acima de 30 anos é diabética.

O maior problema é que metade dos portadores da doença ignoram seu diagnóstico, o que pode trazer graves conseqüências. Como o diabetes nem sempre tem sintomas, há diagnósticos que são feitos apenas depois que já existem complicações.

Epidemia

A freqüência do diabetes tem aumentado rapidamente no mundo, nos últimos anos. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu que a doença é epidêmica. As estatísticas apontam que o número de casos registrados em 1977, cerca de 143 milhões, deve se multiplicar até 2025, chegando aos 300 milhões.  O Dia Nacional de Controle ao Diabetes acontece em 14 de novembro.  No Brasil, existem hoje 5 milhões de diabéticos. Estimativas revelam que até 2025 serão 11,6 milhões.  A prevalência na faixa etária de 30 a 69 anos é de 7,5%, mas se eleva com a idade.  Alguns dos fatores que favorecem esse crescimento alarmante de casos são o estilo de vida e o envelhecimento da população.

O Que é?

O diabetes caracteriza-se por uma alteração no funcionamento do organismo, o que provoca altas concentrações de açúcar no sangue. O problema pode ter causas variadas e é resultante da incapacidade do corpo de produzir a insulina ou de utilizá-la corretamente.  A insulina é uma substância produzida pelo pâncreas exatamente para controlar os níveis de açúcar no sangue.  O diabetes é considerado um problema metabólico grave, que, sem controle adequado, pode trazer danos a longo prazo para diversos órgãos. A doença não alarma apenas os países em desenvolvimento, mas também os países desenvolvidos.

A doença tem dois tipos. O diabetes tipo 1, também conhecido como diabetes insulino-dependente, é normalmente diagnosticado em crianças ou pacientes jovens, cujo pâncreas produza pouca ou nenhuma quantidade de insulina. No diabetes tipo 1 existe a dependência absoluta de insulina para o controle da glicose, pois existe uma destruição das células do pâncreas.

O diabetes do tipo 2, responde por 90% dos casos da doença e acomete os pacientes adultos. No diabetes tipo 2, a deficiência de insulina é apenas relativa. O paciente produz a substância de forma insuficiente ou a produz normalmente, mas o organismo tem dificuldades para responder a ela. Essa condição é conhecida como resistência à insulina, e costuma estar associada à obesidade.  Como o organismo diabético tem dificuldades em responder à insulina, o aproveitamento dos nutrientes obtidos dos alimentos fica prejudicado.

Fatores de Risco

Há diversos fatores que possibilitam o aparecimento do diabetes do tipo 2. Pessoas com mais de 45 anos, com história de diabetes na família, com excesso de peso, estilo de vida sedentário, baixo HDL( colesterol "bom"), altas concentrações de triglicérides no sangue, hipertensão arterial, gestantes que desenvolveram o diabetes gestacional, que têm histórico de abortos repetidos ou que deram à luz crianças com mais de quatro quilos são possíveis vítimas da doença.  O uso de alguns medicamentos como a cortisona também pode favorecer o aparecimento do diabetes.

Para compreender os efeitos da doença no corpo, é preciso entender o papel da insulina. Esta substância ajuda o organismo a usar a glicose para a produção de energia.  O paciente diabético perde essa capacidade de transportar a glicose para as células, aumentando os índices do açúcar no sangue, o que é chamado de hiperglicemia.

Diagnóstico

A doença é identificada exatamente quando um exame de sangue revela que os níveis de glicemia estão alterados.  O índices de glicemia é medido na pessoa em jejum por, no mínimo, oito horas. Se a glicemia está acima de 110 miligramas/decilitro, o diagnóstico é confirmado. É preciso ter atenção no que diz respeito às variações nos níveis de glicose, já que é possível que um paciente diabético apresente dosagem de glicemia normal quando está em jejum.  Para tanto, utiliza-se de um exame chamado "Hemoglobina Glicosilada" que verifica a dosagem da glicemia ligada à hemoglobina nos últimos 6 meses.  Ainda podemos usar a "Frutosamina", que nos mostra o controle da glicemia dos últimos 3 meses.  Assim, fica mais difícil do paciente diabético enganar o médico atualmente.

Tratamento

O tratamento e o acompanhamento médico são fundamentais.  A concentração de açúcar no sangue pode provocar sérios problemas como insuficiência renal, cegueira, lesões no sistema nervoso, doenças vasculares graves que exigem a amputação de membros, doenças cardíacas, distúrbios de comportamento, e até derrame cerebral. Apesar das possibilidades de complicação, o diabetes pode ser controlado. O primeiro passo é a orientação do paciente, que precisa ser informado sobre a doença. Avalia-se o estilo de vida, recomendando-se que o tabagismo seja abandonado.  Normalmente, o paciente receberá a indicação para a prática de exercícios físicos e para uma dieta alimentar compatível com sua idade, sexo, atividade profissional e preferências.  A dieta vai permitir que o peso corporal seja mantido dentro do ideal. Muitas vezes, apenas o "combate" à obesidade já se mostra suficiente para controlar a glicose. Todas as recomendações médicas servem para manter os níveis de açúcar em circulação no sangue dentro de uma faixa considerada normal, impedindo as complicações.

Remédios e Insulina

Se com todas as medidas, não ocorre a normalização da glicose, os medicamentos são o passo seguinte.

Atualmente, dispomos dos hipoglicemiantes orais, da insulina e suas bombas de aplicação e, mais recentemente, de uma classe de medicamentos para uso oral que atua na resistência à insulina.
O tratamento é definido levando-se em consideração se existe ou não a produção de insulina pelo diabético, a existência de doenças associadas ou de fatores que estejam provocando a elevação da glicose. 

Para os próximos anos, aguarda-se a entrada no mercado das insulinas inaláveis, que já estão sendo testadas.

Para os pacientes com diabetes tipo 1, o uso de insulina pelo resto da vida é obrigatório.  Os diabéticos do tipo 2 que produzem insulina insuficiente costumam receber medicamentos que estimulem o pâncreas a aumentar sua produção ou remédios que reduzam a resistência à ação da insulina presente no organismo. A aplicação de insulina no diabetes tipo 2 é restrita a situações especiais.

Prevenção

O diabetes é uma doença possível de ser prevenida.  É importante que as pessoas evitem a obesidade, que provoca a resistência à insulina e obriga o pâncreas a trabalhar mais que o necessário, e que mantenham um estilo de vida ativo.  O uso dos corticóides também deve ser evitado.  Como a doença pode ser assintomática, a vigilância deve ser especial em pessoas que fazem parte dos grupos considerados de risco.  Os exames são recomendados para pessoas que têm mais de 40 anos, têm hipertensão arterial, são obesas ou têm colesterol alto.

Alimentação

De uma forma geral, o diabético controlado pode fazer uso de quase todos os alimentos usuais, desde que eles estejam em um programa dietético.  Os portadores da doença precisam aprender a ler os rótulos dos alimentos, analisá-los e discutir com o médico a composição e a recomendação de consumo. Os adoçantes são produtos confiáveis. Já os "diets" (com restrição de açúcar) trazem mais liberdade para o diabético, mas podem ter valores calóricos altos. Com isso, não são liberados, mas podem ser incluídos na dieta.  Os produtos "lights" têm compromisso apenas com a redução de calorias e podem apresentar quantidades significativas de açúcar, o que pode os tornar inviáveis em relação às demais opções.

Tratamento Biomolecular

Sabe-se que o diabético apresenta uma alteração da flora intestinal, que é a parte mais importante dessa abordagem, pois dela derivam todas as alterações subseqüentes. A flora intestinal vai levar a distúrbios de absorção e, assim, às carências vitamínicas e nutricionais.  Portanto, é necessário a correção da disbiose.

A reposição nutricional e vitamínica vai depender do seu quadro clínico, laboratoriale o Mineralograma Capilar.

Pode-se, ainda, dependendo da idade, objetivar-se a reposição hormonal e a suplementação nutricional e orientação dietética específica.  



 
Home Voltar Topo Imprimir


Desenvolvimento e Hospedagem de Sites