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O colo do útero é a parte mais baixa do útero e conecta a vagina à cavidade uterina.

O tecido vaginal é fino e elástico, adaptado para enfrentar os desafios físicos e biológicos apresentados pelas relações sexuais e partos. Para poder abrigar um óvulo fertilizado, crescendo, durante nove meses, o tecido uterino precisa ser extremamente sensível e receptivo, de uma textura completamente diferente da do tecido da vagina.

O colo do útero representa uma área de transição, onde o tecido relativamente invulnerável da vagina passa a ter as características necessárias para que o útero possa hospedar o feto enquanto ele se desenvolve.

Esta área de transição é particularmente vulnerável a diversos agentes agressores, inclusive aos que podem desenvolver o câncer do colo do útero. Geralmente, o câncer do colo do útero se desenvolve de uma maneira metódica, lenta e previsível, o que possibilita sua detecção precoce.

Quando não detectado, o câncer do colo do útero tende a infiltrar-se mais profundamente no colo, passando a invadir o útero, a vagina e gânglios linfáticos, por onde células cancerosas podem entrar na circulação linfática e migrar para partes distantes do corpo, instalando-se nos pulmões, por exemplo.

São vários os fatores de risco para a incidência de câncer do colo do útero.  Os fatores sociais, ambientais e os hábitos de vida, tais como baixas condições sócio-econômicas, atividade sexual precoce, múltiplos parceiros sexuais, vício de fumar e falta de higiene. O uso de anticoncepcionais orais apresenta um risco relativo baixo, mas também deve ser considerado.

Há 15 anos, estudos vêm demonstrando que o papilomavírus humano (HPV) tem papel importante no desenvolvimento da displasia das células cervicais e na sua possível transformação em células cancerosas. O papilomavírus humano (HPV) está presente em praticamente 100% dos casos de câncer do colo do útero. Nas fases iniciais, este tipo de câncer não apresenta sintomas.


Quando não se faz prevenção e o câncer do colo do útero não é diagnosticado em sua fase inicial, ele progredirá, apresentando alguns sinais e sintomas. Os principais sintomas do câncer do colo do útero, já localmente invasivo, são o sangramento no início ou no fim da relação sexual e a ocorrência de dor durante a relação.  Com a progressão do tumor invadindo estruturas adjacentes surgem, também, os sintomas urinários e no intestino baixo. 

O diagnóstico das lesões iniciais NIC I, NIC II e NIC III é feito através de exame periódico de Papanicolaou, da Colposcopia e de biópsia dirigida.  Nas fases mais avançadas da doença, contamos com a cistoscopia, retossigmóidoscopia, urografia excretora, raio X de tórax e a tomografia computadorizada, para a complementação do diagnóstico clínico.

Quando o resultado do exame de Papanicolaou aponta lesões pré cancerosas NIC I, solicita-se a repetição do teste ou uma Colposcopia. Se nada for detectado, o Papanicolaou deve ser feito a intervalos menores, com a regularidade indicada pelo médico responsável.

Em casos de lesões pré cancerosas NIC II e III, a colposcopia será necessária para detalhar as lesões e indicar o tratamento mais adequado para saná-las.  O tratamento das lesões precursoras pode ser feito por meio de criocirurgia, que implica em congelamento por meio de um instrumento apropriado, que pode ser feito no próprio consultório. O mesmo efeito pode ser atingido com altas temperaturas, que chamamos de cauterização. Quando a área lesionada é maior, o médico, geralmente, opta pela remoção cirúrgica do colo do útero.  Estes tratamentos costumam apresentar resultados satisfatórios, atingindo quase 100% de cura.

Diferentes estágios de Carcinoma de Colo de Útero

Tratamentos

A extensão da doença é o fator determinante na escolha do tipo de tratamento, que pode ser curativo ou paliativo.

Cirurgia

Quando o tumor está restrito à região cervical, a cirurgia (às vezes, complementada com a radioterapia) leva à cura, na maioria dos casos. Em pacientes com necessidade de remoção uterina (histerectomia) e nas que estão na pré menopausa, a conservação dos ovários deve ser sempre tentada, a fim de se retardar os efeitos da menopausa.

Radioterapia

A radioterapia costuma ser utilizada para atingir a cura total, quando o tumor ainda está localizado e pequeno. Em tumores maiores, a radioterapia é aplicada com o objetivo de controlar a doença e aliviar sintomas, o que nem sempre levará à cura.

Braquiterapia

Braquiterapia é uma forma de radioterapia em que materiais radioativos são implantados nas proximidades do tumor. É uma modalidade de tratamento em que doses de radiação são liberadas para atacar as células tumorais, tentando-se evitar que células sadias sejam afetadas. Classicamente, os implantes são mantidos no organismo por alguns dias, período no qual a paciente permanece com material radioativo. Por isso, o tratamento é realizado no hospital, com a paciente internada, mantida em quartos especiais, longe de crianças e gestantes. Na última década, já vem se popularizando a chamada braquiterapia de alta taxa de dose", cujo implante permanece no organismo da paciente por um curto espaço de tempo, sem que ela tenha que permanecer hospitalizada durante este período.

Quimioterapia

Até o momento, ainda não há drogas quimioterápicas eficazes para a maioria dos casos de câncer do colo do útero. Ela pode ser utilizada em alguns casos específicos, porém, com resultados pouco satisfatórios. Em estadios mais avançados, quando a cirurgia é inviável, o médico opta pela radioterapia exclusiva, ou complementada com quimioterapia, conforme a progressão do câncer, com índices de cura menores.

Tratamento Biomolecular

A abordagem biomolecular visa proporcionar condições ao organismo de reagir contra as agressões a que está sendo submetido.  Assim, num organismo que está sendo invadido e consumido por células com crescimento anárquico, o estudo e adequação bioquímica que a Medicina Biomolecular nos permite realizar, vão proporcionar condições de hiperdimensionarmos a resposta imunológica do organismo frente ao tumor.  É por esse motivo que a análise do Mineralograma Capilar (Exame do Cabelo) evidencia desorganizações nutricionais que, uma vez corrigidas, vão fazer a diferença no resultado final.
Então, necessitamos suprir o meio intracelular com os nutrientes que sabemos ser indispensáveis para a batalha contra o câncer. Precisamos administrar uma variedade de minerais, vitaminas, oligoelementos, fitoterápicos, etc. Existem substâncias que promovem uma leve acidificação no meio sanguíneo que contribui para a morte da célula tumoral. É imprescindível a avaliação funcional do aparelho digestóreo, responsável pela digestão e absorção de todas as substâncias que ingerimos. Inclusive, muitos quimioterápicos tem como via de administração principal a via oral, e me causa estranheza que não se preocupe com a Disbiose, alteração tão freqüente, principalmente em pacientes submetidos à quimioterapia.
Pode-se, ainda, dispor-se da Imunoterapia Ativada, que é hoje, o único meio de se eliminar definitivamente o HPV do organismo. É importante que se atente para o fato de que a abordagem biomolecular é complementar aos tratamentos citados anteriormente.

Clique e leia:

- Dicas para se proteger do Câncer

- Dicas para ter uma Vida Saudável

- Os Direitos dos pacientes com Câncer - Ministério da Saúde/INCA




 
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