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Esta doença continua representando a causa das principais complicações cardiovasculares que afetam o homem neste final de milênio: Gangrenas, AVC, Aneurismas, Infartos, e assim por diante.

Trata-se de uma afecção degenerativa de artérias de grande e médio calibre, caracterizada por lesões com aspecto de

placas (Ateroma) devido a um processo crônico e evolutivo de acúmulo de gorduras na suas paredes que vão provocar em últimas instâncias o "entupimento" (Trombose) ou a dilatação(Aneurismas).

Os sintomas podem começar com dores nas pernas quando se caminha, o que obriga a pessoa a interromper a marcha (Claudicação Intermitente) ou com surgimento de lesões nas extremidades dos dedos.

Estatísticas européias e americanas apresentam índice de mortalidade que chegam representar 50% da mortalidade total. No Brasil, ocorrem aproximadamente 1 milhão de internações por doenças cardiovasculares por ano, com profundas repercussões na força de trabalho e com óbvio prejuízo e custo social.

Trata-se, portanto, de um grave problema de saúde pública e a população deve estar conscientizada em buscar orientação médica preventiva, para que isto seja equacionado através da identificação adequada de fatores de risco.

Com isto, torna-se possível interferir na sua progressão assim como corrigir o mais cedo possível as lesões pré-existentes.

Aterosclerose: Doença Infecciosa?

A formação de placas no interior das coronárias é a causa de morte mais freqüente depois dos 45 anos, nas sociedades industriais. Diversos fatores aumentam o risco da doença: idade, sexo, história familiar, diabetes, hipertensão, colesterol elevado e o cigarro (ou charuto). 
Em 1970, foi demonstrado em pássaros que a infecção por um vírus do grupo herpes provocava o aparecimento de placas de ateroma típicas dentro das artérias.
A partir de então, diversos estudos conduzidos no homem e animais de laboratório levantaram suspeitas de que três microrganismos pudessem estar envolvidos no desenvolvimento da doença: Citomegalovírus, Helicobacter pylorii e Chlamydia pneumoniae.

A infecção pelo Citomegalovírus, com ou sem sintomas, é muito comum no homem. O vírus pode alterar o metabolismo do colesterol, ativar fatores envolvidos na coagulação e a produção de proteínas que atuam no processo inflamatório crônico característico das placas de ateroma. Vários estudos sugerem uma relação entre infecção prévia pelo vírus e o aparecimento de novas placas nas artérias em pacientes submetidos à revascularização coronariana (ponte de safena). Como a maioria dos adultos tem anticorpos contra o vírus, entretanto, a interpretação desses resultados é inconclusiva.

O Helicobacter pylorii é uma bactéria parasita do trato gastrintestinal causadora de gastrites e úlceras. Provoca uma infecção crônica, que libera proteínas capazes de disparar reações no revestimento interno dos vasos e levar à formação da placa. Desde 1994, foram publicados 20 estudos, dos quais pelo menos 10 mostraram que a infecção por essa bactéria duplica o risco de doença coronariana. Os outros não encontraram relação significante. A bactéria nunca foi isolada no interior das placas.
A Chlamydia pneumoniae é uma bactéria responsável por cerca de 10% das pneumonias adquiridas na comunidade. Depois dos 30 anos, 50% das pessoas têm anticorpos contra ela; depois dos 70 anos, esse número sobe para 80%. Desde que um estudo finlandês publicado na metade dos anos 1980 demonstrou que homens com doença coronariana crônica apresentavam títulos mais altos de anticorpos contra o germe, diversos trabalhos procuraram comprovar a ligação entre os dois eventos. Pelo menos 18 estudos confirmaram a relação. Além disso, a bactéria foi isolada de placas no interior de artérias obstruídas em diversas oportunidades (o que não comprova definitivamente seu papel na gênese da placa).
S. Gupta e colaboradores publicaram estudo conduzido entre 220 homens recém infartados dos quais alguns foram tratados com um antibiótico (azitromicina) ativo contra Chlamydia. Houve diminuição importante de complicações cardiológicas no grupo tratado. Outro estudo similar, porém com o uso do antibiótico por período mais prolongado (3 meses), não conseguiu obter os mesmos resultados. No momento, há dois estudos de larga escala (WIZARD e ACES) procurando estabelecer a relação entre o uso de azitromicina e o aparecimento de complicações cardiovasculares em 7.500 pessoas portadoras de doença coronariana.

A aterosclerose é uma doença inflamatória crônica que evolui com formação de placas no interior das artérias. 

Há evidências cada vez mais claras de que um agente infeccioso possa desempenhar papel importante na gênese das placas que obstruem as artérias.

Embora germes como a Chlamydia tenham sido isolados dessas placas, isso não prova a relação de causa e efeito.

Teoricamente, o microorganismo pode ser um simples parasita da placa formada sob influência de fatores que nada têm a ver com ele.

Os resultados dos estudos WIZARD e ACES, pelo grande número de participantes, estão sendo aguardados com ansiedade pela comunidade científica. 
Talvez a relação infecção-inflamação-aterosclerose seja claramente estabelecida. Então, quem sabe preveniremos infartos e derrames cerebrais com antibióticos.

Tratamento Biomolecular:

Acredita-se, ainda, que um passo crucial na patogênese da aterosclerose seja a modificação oxidativa da lipoproteína de baixa densidade (LDL – “colesterol ruim”), causas que se somam às citas acima. A oxidação da LDL é um processo de peroxidação lipídica mediado por Radicais Livres, e os produtos do aldeído da degradação do hidroperóxido lipídico são responsáveis pela modificação da apoproteína LDL. A LDL é internalizada pelas células da mucosa que recobre internamente os vasos sanguíneos, a qual será modificada com utilização da parte relativa aos aminoácidos, liberando-se uma parte, e sendo liberado apenas o Colesterol, que vai aumentar sua concentração intracelular, impedindo a internalização de mais LDL. Esse colesterol vai ser usado, dentre outras funções, para a produção dos hormônios sexuais masculinos e femininos. 
Se ocorrer um aumento excessivo de formação de colesterol, que pode ocorrer por diversos mecanismos, esse colesterol vai transformar o macrófago em célula espumosa que vai, por sua vez, produzir estrias lipídicas no endotélio (mucosa interna dos vasos), e se instala o processo de ateroma, ou seja, a formação de placas pela agregação de plaquetas. 
Os principais processos responsáveis pela aterogênese são o excesso de radicais livres circulante, o déficit de conversão de LDL em colesterol, cujos responsáveis são inúmeras enzimas e substâncias, e o déficit ou ausência de receptores nas membranas celulares.

Os antioxidantes (que são inativadores de radicais livres),de um modo geral, são potentes agentes contra a agregação e a adesividade das plaquetas. Podemos citar alguns dos principais antioxidantes, como: vitaminas C, E,B6 e B12, ubiquinona ou coenzima Q10, Gingko biloba extrato e os flavonóides, germânio, cromo, magnésio, manganês, vanádio, zinco, ácido fólico.

É imprescindível que se estude sempre a Disbiose na intenção de regular as alterações de permeabilidade intestinal e regulagem na absorção de colesterol.




 
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