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É uma doença inflamatória sistêmica crônica, cuja etiologia permanece obscura, havendo teorias diversas para explicar seu desenvolvimento.

A artrite reumatóide (A.R.) é a mais comum das artrites inflamatórias, afetando cerca de 1% da população em geral (E.U.A.: 0,3 a 1,5%).  É mais freqüente em mulheres. Envolve todos os grupos étnicos.

Ocorre em qualquer idade, com pico de ocorrência entre a 4° e 6° décadas.

Acomete, sobretudo, as articulações distais e, em menor escala, estruturas e tecidos correlacionados a articulações (tendões, bursas, tecido celular subcutâneo periarticular). 
Podem ocorrer manifestações sistêmicas, as quais serão relacionadas adiante.
As alterações articulares observadas na A.R. acometem, sobretudo, a sinóvia. 
A sinovite apresenta 3 elementos patológicos básicos: exudação, infiltração celular e desenvolvimento de tecido de granulação.

Graças ao processo inflamatório articular, podem ser observadas lesões ósseas subcondrais, anquilose e deformidade articular.

O diagnóstico de A.R. é baseado principalmente nos achados clínicos, tendo em vista que não há um achado laboratorial característico desta doença. 
Atualmente utilizam-se, sobretudo para estudos epidemiológicos, os critérios diagnósticos estabelecidos pela Associação Americana de Reumatologia, sendo eles:

1. Rigidez articular matinal, que leva pelo menos uma hora para apresentar melhora importante.

2. Artrite acometendo 3 ou mais áreas articulares, de maneira simultânea, devendo ser observada pelo médico. 
Há 14 áreas articulares que podem ser valorizadas (direita ou esquerda): interfalangeanas proximais, metacarpofalangeanas, punhos, cotovelos, joelhos e metatarsofalangeanas;

3. Artrite de mãos;

4. Artrite simétrica: Envolvimento simultâneo de áreas articulares (referidas no segundo critério) de maneira bilateral e simétrica;

5. Nódulos reumatóides: Nódulos subcutâneos sobre proeminências ósseas ou superfícies extensoras, ou regiões justa-articulares, observados pelo médico;

6. Fator reumatóide sérico positivo, determinado por método que seja positivo em menos de 5% da população controle normal;

7. Alterações radiológicas: alterações típicas observadas em radiografias simples de mãos e punhos em incidência póstero-anterior, as quais incluem: erosões ósseas e descalcificação periarticular;

Para o diagnóstico são necessários quatro dos sete critérios. Os critérios números 1, 2, 3, e 4 deve estar presente por pelo menos seis semanas. 

Quanto as alterações laboratoriais que podem ser observadas na A.R. temos:

- Velocidade de hemossedimentação maior ou igual a 30 mm por hora (Westergren);

- F.R. positivo e F.A.N. negativo (lembrar que existe A.R. com fator reumatóide negativo);

- Complemento sérico normal ou elevado;

- Leucocitose / trombocitose;

- Anemia discreta (hemoglobina maior ou igual à 10).

O Quadro clínico manifesta-se por fadiga, encontrada em grande porcentagem de pacientes com A.R. em atividade. Depressão, que é freqüente. Pode ocorrer perda de peso.

As manifestações Articulares são:

- Rigidez articular, encontrada em 98% dos casos, sendo mais pronunciada após algum período de imobilidade e ocorrendo melhora, ainda que discreta após o início dos movimentos;

- Dor articular que reflete a presença de sinovite. Desvio ulnar dos dedos, subluxação da cabeça do rádio, deformidade em "boutonnière", deformidade em pescoço de cisne, tenossinovite dos flexores de dedos;

- Na coluna cervical pode ocorrer destruição das articulações disco-vertebrais e interapofisárias. Por vezes são observadas destruições importantes dos ligamentos. Há relato de dor, mas na ausência de espasmo muscular significativo, o grau de mobilidade pode estar preservado. Deve-se atentar para o possível desenvolvimento de subluxação cervical, que pode promover distúrbios neurológicos e, eventualmente, a morte;

- Coluna torácica, lombar e sacral são geralmente poupadas;

- A articulação têmporo-mandibular é freqüentemente envolvida.

Embora seja reconhecida como uma doença que acomete, sobretudo articulações, é importante lembrar que pode apresentar uma grande variedade de manifestações extra-articulares, tais como:

- Nódulos reumatóides: ocorrem em cerca de 20% dos pacientes com A.R.. Desenvolvem-se, sobretudo, sobre o olécrano. Menos freqüentemente, são observados, por exemplo, na região extensora dos dedos e tendão retrocalcâneo.

- Eritema palmar: clinicamente semelhante ao observado, por exemplo, durante a gestação e na presença de hepatopatia.

- Lesões de músculos estriados: podem ser observados quadros de hipo/atrofia muscular, assim como processos inflamatórios.

- Neuropatia periférica: podem ser observados infiltrados inflamatórios perivasculares, semelhantes aos observados em músculos estriados em endoneurium e perineurium. 
Alterações em mielina e axônio não são acometidos de maneira primária.  A causa mais freqüente de neuropatia periférica em pacientes com A.R. é a compressão pelos tecidos adjacentes, graças ao processo inflamatório que os acomete.

- Anormalidades hematologicas: anemia, eosinofilia, trombocitose.

- Extremidades (mãos e pés) frias: sugere tônus simpático aumentado. O fenômeno de Raynaud é raro.

- Vasculites: arterites distais, ulcerações cutâneas, arterite viceral (coração, pulmão, intestino, fígado...).

- Lesões oculares: epiesclerite pode ser observada. Ocorre infiltração por células inflamatórias, de forma focal, podendo ocorrer necrose. Uveíte, atrofia macular secundária a glaucoma e ceratoconjuntivite seca também podem ser observadas.

- Doença renal: os rins raramente são envolvidos de maneira direta na artrite reumatóide, mas freqüentemente se encontram comprometidos de maneira indireta. Amiloidose é uma complicação de A.R., que pode acometer os rins. Lembrar ainda de toxicidade por drogas.

- Doença pulmonar: lesões granulomatosas, lembrando nódulos reumatóides são achados infreqüentes e pode ser difícil o diagnóstico diferencial com infecções granulomatosas. 
Há também: fibrose intersticial, bronquiolite, arterite com hipertensão pulmonar e doenças de pequenas vias aéreas.

- Doença pleural: pleuris é um achado freqüente de autópsia, porém não é comum a manifestação clínica.

- Doenças cardíacas: podem ocorrer, sobretudo graças a proliferação granulomatosa ou vasculite. Podemos destacar: pericardite, miocardite, insuficiência/estenose aórtica, endocardite, distúrbios de condução, arterite coronária.

-Há diversas terapêuticas medicamentosas utilizadas de forma isolada ou combinadas para o tratamento de A.R. A escolha dependerá, dentre outros fatores, do grau de atividade da doença, do estágio evolutivo e relação custo/benefício com a terapêutica empregada. 
Dentre as drogas utilizadas temos:

- Anti-inflamatórios não esteroidais;
- Corticoesteróides;
- Drogas de Segunda-linha: Hidroxicloroquina, Sulfasalazina, Sais de ouro, D-penicilamina, Methotrexate, Azatioprina, Ciclosporina, Imunoterapia.

Tratamento Biomolecular:

A agressão da sinóvia (tecido articular) ocorre por excesso de produção de Radicais Livres, ao qual se somam lesões traumáticas, excesso de peso, deambulação viciosa, tendo como conseqüência o desgaste da articulação. Ainda é necessária a avaliação do eixo hormonal, onde geralmente se encontra queda dos níveis de DHEA, testosterona e estrógeno. Quadros depressivos, com diminuição de serotonina e carência de triptofano e taurina, coenzima Q10, vitaminas C, E, B6, B12, ácido lipóico, ácido fólico, carnitina, creatina, N-acetil-cisteína, tirosina, fenilalanina, triptofano. Muitas vezes a associação de antidepressivos como a Fluoxetina, e geralmente associada a ácido fólico. Ainda a Reposição Hormonal com se possível em gel tarnsdérmico.

O excesso de ferro com deposição articular, além dos derrames articulares que são comuns em tal situação, agrava o processo já desencadeado.

É comum a relação de alterações articulares e Disbiose, por processos de alteração funcional do aparelho digestóreo. Com isso, obtém-se uma alteração de absorção que vai acentuar ainda mais certas carências. Some-se a isso a intolerância à lactose, quadro extremamente freqüente e tão deletério ao organismo.

Quando se encontra intolerância à lactose com uma agressão auto-imune como a artrite, ocorre grande melhora do quadro quando se lança mão da Imunoterapia Ativada

Acrescentemos a tal abordagem o estudo e orientação terapêutica que o Mineralograma Capilar pode nos proporcionar.

Podemos, também, associarmos a Terapia com Tecidos Embrionários que proporciona um estímulo positivo sobre o tecido articular, que induz a um ótimo desempenho das células que se encontram em boas condições, e induzindo a apoptose (morte celular programada) das células danificadas, com um perfeito desenvolvimento articular e melhora do quadro.

Num primeiro momento não se pode modificar qualquer dos esquemas terapêuticos citados acima (nos itens 1, 2 e 3), até que comecem a aparecer os primeiros sinais e sintomas de melhora.



 
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